quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Quais são as tendências do marketing digital?


De acordo com a ComScore, empresa de monitoramento de internet, o Brasil é o oitavo país do mundo em número de internautas (40,5 milhões), que passam em média 26,4 horas por mês na web, ultrapassando a média mundial (22,6) e a média da América Latina (24,3) em número de horas plugado a cada mês.
A utilização da internet fica mais concentrada nas buscas e navegação em geral, e também nas redes sociais. No Brasil, o Orkut é ainda o campeão em número de visitantes únicos (32,41 milhões em fevereiro/2011), porém, cresceu apenas 2,85% em seis meses, enquanto o Facebook teve 65,7% de crescimento (45,5%) apenas nos dois primeiros meses deste ano.
Neste sentido, empresas brasileiras devem aproveitar esse apetite nacional pela internet, prestando atenção em algumas tendências ligadas ao consumo.


1. Mobile + social + local
O celular será nossa porta de entrada para o mundo. Cada vez mais, aplicativos facilitarão a comunicação, as transações comerciais, a integração com as redes sociais, a busca por informações locais e o georreferenciamento.
Quase 45% dos usuários brasileiros usam o celular para acesso à web, segundo estudo da e.Life. Um ano atrás, eram somente 34%. O índice tende a aumentar com base em dois fatos:
Fato número 1: as vendas de smartphones e tablets serão maiores, este ano, do que a de latptops e PCs.
Fato número 2: já começaram a surgir redes sociais baseadas unicamente no celular, como a Path e a Color, cuja finalidade é estimular as pessoas a compartilhar momentos em tempo real colocando fotos online.
As empresas que não desenvolverem plataformas mobile para seus produtos e serviços, daqui alguns anos, podem ficar para trás.

2. As pessoas escolherão o conteúdo que querem consumir
Crescerá o valor da curadoria, ou seja, a capacidade para selecionar o que interessa dentro de um mar de conteúdos gerados por qualquer pessoa. A quantidade de informações hoje na web torna essa tarefa indispensável, apesar de ser complexa e exigir competências como foco e discernimento.

3. Tecnologia = pessoas + conectividade
Somos o “homo conectus”. Não existe mais separação entre online e offline. As pessoas querem estar conectadas 24 horas por dia, 7 dias por semana, e usarão todos os recursos para isso – de lan houses a iPhones - o que significa que até as classes sociais mais desfavorecidas estão tendo acesso.
Isso também leva a um compartilhamento cada vez mais intenso, às vezes sem que as pessoas pensem em privacidade e sem lembrar que a memória do Google e de outras ferramentas de busca é indelével.

4. As empresas se preocuparão mais com o feedback social e o consumo de nicho
O que as pessoas buscam online? Comunicação, conexão, entretenimento e educação/cooperação. Redes sociais de nicho, sobre temas específicos, tendem a prosperar porque reúnem todos esses elementos.
Empresas tendem a reforçar sua presença em canais como YouTube e Flickr, a fim de compartilhar conteúdo que tenha viés de entretenimento também, com isso chamando mais a atenção dos consumidores.
Compartilhar conhecimento e oferecer conteúdo e aconselhamento de graça é outro fator de sucesso para as empresas em sua presença nas mídias sociais.
Para terminar, um último ponto: se a internet é natural para as pessoas, também deve ser para as empresas.

Fonte: Exame
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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Como usar o Google Analytics como ferramenta para tomada de decisão?

A web analytics é considerada uma poderosa ferramenta de suporte às decisões estratégicas de presença online das empresas, além de um grande indicador para precificar ativos. Se bem interpretados, os dados de acessos proporcionam uma visão ampla da atividade empresarial do site ou da loja virtual e não apenas do seu nível de atividade. Essas são algumas nuances da web análise moderna que atualmente vem se tornando mais importante na tomada de decisões, tanto nas estruturais como nas promocionais ou negociais na administração de um site ou loja virtual.
Independente se for o sistema de coleta de dados Google Analytics ou outro, o importante é conseguir o enquadramento de cada métrica dentro de cada dimensão e aplicar os resultados nas propostas de pesquisas. Vejamos algumas das aplicações desta ferramenta.

  • Ferramenta para melhoria do site: uma das principais funções da análise web é a de funcionar como fonte de dados para o aprimoramento do site, blog ou loja virtual. Por meio dos dados coletados podemos identificar pontos fracos e fortes do site e realizar mudanças que proporciona melhorar o desempenho do site e a experiência do usuário. Várias métricas disponíveis em ferramentas como o Google Analytics, podem nos ajudar a descobrir esses pontos do site e fornecer informações sobre como melhorá-las;
  • Indicador de desempenho: o conjunto de dados coletados pelos sistemas de monitoramento de tráfego, quando interpretados, funciona como uma ótima ferramenta de mensuração do desempenho do site. É necessário tomar cuidado no momento de resistir a tentação simplista de tentar explicar o desempenho de acordo com um pequeno conjunto de métrica de interpretação quase que instantânea como page views, por exemplo;
  • Indicador de continuidade: um trabalho constante de otimização para as ferramentas de busca e marketing digital pode ser facilmente identificado por meio da web análise através de linhas de tendências. Trabalhos continuados de marketing digital tendem a deixar registros bem claros nos gráficos de métricas voltadas principalmente ao número de acessos descrevendo uma tendência contínua;
  • Medida de precificação dos negócios: a web análise tem função de indicador econômico em operações de compra e venda de sites, portais e lojas virtuais, provendo informações úteis sobre o real valor do investimento. A real atividade de um site pode ser rapidamente medida pelo volume de acesso e tempo de permanência de seus visitantes. È comum também o uso de estatística de acesso para a precificação de espaço publicitário em sites de conteúdo;
  • Instrumento de mensuração de campanhas de marketing: esta atividade pode ser por meio de links patrocinados, e-mail marketing ou participação em redes sociais, e as campanhas de marketing digital podem ter sua eficácia avaliada pelo sistema de monitoramento de acesso;
  • Técnicas e metodologia de interpretação: cada segmento possui suas características únicas e, neste caso, é um erro muito comum fazer comparação de resultados entre mercados distintos. Uma taxa de rejeição de 70% pode ser aceita para um determinado tipo de site podendo ser considerada alta para outro tipo de segmento. O próprio Google Analytics possui uma ferramenta para fazer a comparação entre sites semelhantes, o que fornece uma base sobre o que é tido como normal em termos de comportamento de métricas dentro de um segmento de mercado. A interpretação das métricas varia conforme o que se precisa quantificar e por isso treinamentos específicos em web analytics, para poder conhecer as ferramentas disponíveis e a teoria por traz de cada uma dela.

Publicado originalmente no blog do Curso de E-commerce


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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Vídeo e-commerce: uma ferramenta de conversão importante para o comércio eletrônico


Devido à crescente visualização de vídeos online, várias ferramentas que trabalham com conteúdo multimídia se popularizaram, ganhando cada vez mais espaço em diversos segmentos. Portanto, uma das grandes forças do vídeo está em gerar conhecimento, engajamento e fortalecimento da marca nos canais digitais de comunicação.
Neste sentido, uma grande tendência para o uso de vídeos online está na venda de produtos de e-commerce. A melhoria da experiência do usuário final e a relação direta entre aumento de vendas e uso de vídeos faz com que esta seja uma poderosa ferramenta de uso em massa. Pesquisa recente da comScore mostra que marcas que utilizam vídeo online tem crescimento das vendas na ordem de 20 a 40%.


Qual a melhor estratégia para usar vídeos em sites de E-commerce?
O uso de vídeos está relacionado a áreas-chave do e-commerce: atração, conversão, engajamento, mensuração.
Trabalhar com vídeos online sugere aumentar a presença na web, o que está fortemente relacionado a redes sociais como Twitter, Facebook e Youtube. Deste modo, sites como o Youtube são uma fonte poderosa de expansão e conhecimento da marca, porém, não mostram a mesma eficiência para uma experiência de in-shop de vendas online.
Por isso, um misto de presença online por redes sociais para atração e expansão da marca na internet, sendo uma ferramenta profissional para retenção, conversão e mensuração são uma excelente alternativa.


Como as Plataformas de Vídeos Online (OVP) podem contribuir com o Vídeo E-Commerce?
Plataformas de vídeos online possuem ferramentas específicas para quem deseja trabalhar com vídeos em e-commerce e aumentar a conversão em vendas e fidelidade dos clientes.
Dentre elas, destacam-se algumas:


Players customizados: Opção de "Compre Agora" dentro do próprio player e após os vídeos;
Viralização: Permitir compartilhamento viral do conteúdo por meio de redes sociais como Twitter e Facebook;
Melhor experiência: Entrega em alta-definição para melhor experiência do usuário com o produto;
ROI: Integração com ferramentas de Analytics como Google Analytics, Omniture e outras.


Como mensurar Vídeos em E-commerce?
Uma das missões mais críticas para a implementação de um projeto de vídeos em e-commerce é estabelecer as melhores métricas para mensurar o resultado. Isto torna o processo de vendas mais integrado com ações de marketing e branding. Algumas métricas já utilizadas para a web ganham força com o uso de vídeos e outras nascem para melhorar a mensuração.


Aumento do tráfego do site: O uso de vídeos naturalmente aumenta o tempo gasto no site já que o conteúdo multimídia possibilita conhecimento aprofundado do produto.
Aumento de visibilidade: Vídeo como parte da estratégia de e-commerce ajuda a melhorar o rankeamento orgânico em sistemas de busca.
Maior engajamento e satisfação do cliente: O conhecimento e a experiência do consumidor com o produto provocam mais cliques ao longo do site.
Diminuição de custos de publicidade e merchandising: A produção para conteúdo de vídeo online é consideravelmente mais barata que a produção para TV.


Fonte: Samba Tech

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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

O que é essencial nas vendas pela internet?

Toda a operação de comércio virtual deve funcionar de modo eficiente, da estocagem à entrega, no dia e horário combinados, passando por embalagens apropriadas e muita atenção aos detalhes. Se o produto atrasou, o serviço falhou ou o fornecedor não respondeu a uma dúvida de um e-mail é comum ver o internauta insatisfeito reclamando nas redes sociais. Isto é fato, na internet os consumidores não perdoam, uma mensagem negativa é facilmente alastrada por toda a rede, por isso, Por isso, é importantíssimo investir na retaguarda e na logística para atender o comprador da internet com eficiência. Veja como:

  • Prazo estabelecido: Comunique ao consumidor a data de entrega já com uma margem de segurança, por isso seja verdadeiro ao dizer a data de entrega, nada de prometer uma data impossível de ser cumprida só para ganhar mais clientes. Vale lembrar que é interessante oferecer sistemas que permitam ao consumidor acompanhar, de casa, em que fase está o atendimento de seu pedido;
  • Setores conectados: Organize a empresa antes de começar a vender pela internet. É fundamental ter todas as informações interligadas. Para isso, é importante que as pequenas empresas estejam familiarizadas com programas de gestão, chamados de ERPs (do inglês Enterprise Resource Planning, capaz de integrar diversas áreas). “Na medida em que o site vende, o sistema de gestão acusa que foi efetuada uma operação e já encaminha para o estoque, para dar baixa, e para que a logística se encarregue da entrega”, afirma Luis Otávio Lopes, diretor de marketing da eComm Web Services, consultoria em comércio virtual. O controle de estoque pode ser automatizado, bem como a relação com os fornecedores. Sempre que o estoque estiver precisando de mercadorias, é enviado um e-mail para o fornecedor;
  • Embalagem correta: Nenhum cliente admite receber um produto com a embalagem aberta ou rasgada. “Teste a embalagem em condições extremas de entrega para evitar perdas com avaria”, diz Daniel Cardoso, diretor comercial da Mkteam, consultoria de marketing digital;
  • Estoque real ou virtual: É fundamental avaliar se a sua empresa irá trabalhar com estoque real de mercadorias ou se fará a reposição apenas quando tiver a demanda de um internauta. De acordo com Helton Falusi, proprietário da HTC, consultoria de tecnologia, é importante achar o equilíbrio entre a compra de mercadorias e a venda das mesmas aos internautas. Assim, a empresa não fica com excesso de produtos parados, o que pode significar prejuízo. Agora, se a empresa dispor de uma folga no caixa, nada a impede de ter um estoque físico;
  • Encomenda expressa: É fundamental escolher bem as empresas que deverão ser responsáveis pela entrega dos produtos. Carlos Henrique Custódio, presidente dos Correios, empresa detentora de quase 70% do mercado de comércio eletrônico, recomenda que você, antes de contratar um serviço de entrega, verifique se é possível obter relatórios e outros tipos de controle relacionados à performance. “E verifique o preço”, afirma ele. “Como o cliente é quem paga o frete, oferecer um preço melhor pode ser um diferencial”;
  • Devoluções: Se o cliente deseja devolver o produto comprado por qualquer que seja o motivo, você tem que estar preparado para o que o mercado chama de logística reversa — a reentrada de uma mercadoria no estoque. Se você também tem lojas físicas, permita ao consumidor efetuar a troca lá e aproveite a visita dele para oferecer um produto a mais. No site, crie uma página para explicar como funcionam as trocas e as devoluções. Deixe claro quais são os prazos e as condições de troca e também como é feito o reembolso do valor gasto. Se a devolução ocorreu porque o consumidor se arrependeu do que comprou (o prazo é de sete dias a partir da data do recebimento), o lojista deve reembolsar o valor do frete da devolução. Se ocorrer depois desse prazo, o consumidor deve assumir o frete. Devoluções por defeito no produto ou quebra durante o transporte não têm prazo estabelecido e o lojista é obrigado a bancar o frete da devolução.
Fonte: PEGN


quinta-feira, 18 de agosto de 2011

5 Erros de Marketing que os novatos cometem no Comércio Eletrônico


Se você é novo no comércio eletrônico, você provavelmente está super ansioso para começar a vender pela internet. Mas se você for apressado além da conta, vai acabar, provavelmente, enviando e-mail marketing para quem não pediu, levantando a loja sem ter relacionamento com os fornecedores, desenhando um check-out burocrático igual ou pior que as lojas físicas, ou esquecendo de setar uma política ágil e inovadora de atendimento ao cliente.

Por isso, antes de começar a bombar com a sua loja virtual, confira os erros comuns que os novatos em comércio eletrônico cometem por ai.

  • “Eu consegui uma base de 150 mil endereços de emails, vou arrebentar de vender”. Como todo novato em comércio eletrônico, você monta a estratégia de lançamento da sua loja virtual baseada no retorno de vendas que irá obter ao enviar emails para a base de 150 mil endereços que o seu primo conseguiu para você. Segura a sua ansiedade. Além do retorno ser pífio, zero, lixo, você vai queimar o filme da sua loja virtual que nem começou a operar ao enviar mensagens para quem nunca ouviu falar de você. No final do dia, com esse tipo de estratégia, você vai conseguir apenas duas coisas: (1) terminar em alguma black list da internet, (2) se afogar em um corpo de cerveja se lamentando por ter criado uma estratégia de crescimento baseada em informações que chegaram até você através de um pen drive chingue-lingue;
  • “A estratégia é vender, eu quero tráfego, tráfego, tráfego!”. Ok, legal, eu também quero tráfego, tráfego, tráfego. Eu também quero ser famoso, gostoso e popular. Mas como diria Jack - o estripa -, vamos por partes. O barato da internet é a possibilidade de estabelecer relacionamentos e vínculos duradouros com os clientes e não apenas empurrar produtos e vender. Crescimento por crescimento é a estratégia da célula do câncer. Tráfego é consequência de Influência. Influência se constroi ao ser percebido pela galera como o cara que tem informação bacana para ajudá-los a viver melhor, comprar melhor, escolher melhor. Vá além dos emails espânicos com ofertas matadoras cheias de nove nove nove nos preços. Envie cupons, e-newsletters, crie vídeos que ensinam o cliente a escolher, a comprar, a viver;
  • “Manda um pastel de carne com queijo!!”. A sua loja virtual não deve funcionar como uma pastelaria onde a turma chega do nada pedindo pastel disso ou daquilo e você sai correndo para fazer. Segura a onda! Vai com calma! Eu também sou contra teorias mirabolantes e “burrocracia” corporativa, mas um mínimo de plano de marketing você tem que ter. Um plano que define datas para decidir qual vai ser a campanha principal da semana, do final de semana, do início da semana etc. Um plano que permite criar o “Assunto do email” com calma, que permite definir o produto que vai no banner “com calma”, um plano que permite criar relacionamentos com as pessoas “com calma”. A pastelaria entra em curso quando não se tem controle nenhum sobre a idade dos produtos no estoque - e então alguém do nada nota que estamos com um determinado produto há mais de 200 dias em estoque e temos que botar o bicho para fora da noite para o dia; ou quando não se tem relacionamento frequente com os fornecedores - e então alguém do nada descobre uma oportunidade “matadora” para promover a empresa;
  • “Relatório é coisa de nerd!”. O comércio eletrônico é um tesão para os neuróticos por controle. Através dos mais birutas e fantásticos sistemas e relatórios analíticos, você consegue sabe quem faz o quê quando como e porque em todos os pixels da sua loja virtual. É coisa de louco! Entretanto, os novatos costumam não dar valor ao poderoso feedback que as ferramentas como Google Analytics fornecem. Resultado, o cara continua cometendo os mesmos erros um dia após o outro até torrar toda a verba em atividades de marketing furadas que precisariam ser afinadas por gestores antenados no que está acontecendo. Por isso, se você não consegue entender bulufas sobre o que o Google Analytics te mostra, compra o livro “Google Analytics para Novatos” e devora o bicho, ou, contrata um jovem experiente capaz de traduzir o Google para você;
  • “O quê? Eu preciso ter gente para atender clientes? A loja não era para ser virtual?”. Que ingenuidade… cara, você realmente pensou que ao abrir uma loja virtual você poderia contar apenas com os robozinhos do Google e da Ikeda para dar conta do recado? Você precisa de gente com cérebro para tocar esse novo modelo de comércio para frente. Você precisa de pessoas de verdade, comprometidas e ágeis, no chat online, no telefone, no pós-venda, na devolução de produtos, do desembaraçado dos pedidos, na criação de conteúdo, na logística, no contato com os fornecedores e compras. Os compradores online estão ansiosos para receber serviços e não bits e bytes escovados. Invista pesado em Atendimento ao Cliente e observe o marketing boca-a-boca sobre a sua equipe e atitude se espalhar pela internet.


segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Quais são as melhores ferramentas para conquistar os consumidores da moda on-line?


Cresce o número de consumidores que se dispõem a comprar roupas e calçados pela internet. Atualmente, as mulheres vêm se tornando este público em potencial. Os dados da consultoria e-bit, por exemplo, afirmam que, entre 2007 e 2010, o segmento da moda subiu da 26a para a sexta colocação no ranking das categorias que mais vendem on-line. A participação do setor nas compras virtuais, que era de 3% em 2009, aumentou para 5% em 2010. “Esse mercado pode crescer muito”, diz Alexandre Umberti, diretor de marketing e produtos da e-bit. “Mas é preciso que o consumidor tenha uma experiência de compra confiável.”

No setor da moda, a principal questão é que o público-alvo desse segmento, as mulheres, ainda possui certa resistência em comprar sem um provador por perto. Para tentar amenizar este problema, os sites estão aperfeiçoando as ferramentas que permitem analisar de perto os detalhes e as medidas a peça. A mais utilizada é a que permite ter uma visão bem ampliada da peça. “Temos dois estúdios que funcionam nove horas por dia para fotografar tudo o que entra no site”, diz Antonio Pulchinelli, sócio do Superexclusivo, clube de compras lançado em 2007. Outra ação de sucesso é a garantia de troca. “O empresário tem de estar preparado para aceitar a devolução e trocar de graça”, diz Paulo Humberg, presidente do Brandsclub, no ar desde 2009.

Para alavancar ainda mais vendas, vale ressaltar que é um diferencial, para sua empresa, criar um editorial de moda que ajuda o usuário a escolher o modelo mais apropriado. “Fiz isso para deixar a consumidora mais segura”, diz Aline Mori, proprietária do Dona Edite, no ar desde maio. Para explorar o nicho de homens que gostam de camisas personalizadas, o Emporio Avant Garde investiu em tutoriais que ensinam a tirar as medidas. “A próxima etapa é fazer vídeos com os tecidos em movimento”, diz o dono, Jader Alvarado Ganzaroli. “Queremos que os clientes consigam perceber, mesmo a distância, a textura e o caimento da peça.”

Fonte: www.revistapegn.globo.com