quinta-feira, 18 de agosto de 2011

5 Erros de Marketing que os novatos cometem no Comércio Eletrônico


Se você é novo no comércio eletrônico, você provavelmente está super ansioso para começar a vender pela internet. Mas se você for apressado além da conta, vai acabar, provavelmente, enviando e-mail marketing para quem não pediu, levantando a loja sem ter relacionamento com os fornecedores, desenhando um check-out burocrático igual ou pior que as lojas físicas, ou esquecendo de setar uma política ágil e inovadora de atendimento ao cliente.

Por isso, antes de começar a bombar com a sua loja virtual, confira os erros comuns que os novatos em comércio eletrônico cometem por ai.

  • “Eu consegui uma base de 150 mil endereços de emails, vou arrebentar de vender”. Como todo novato em comércio eletrônico, você monta a estratégia de lançamento da sua loja virtual baseada no retorno de vendas que irá obter ao enviar emails para a base de 150 mil endereços que o seu primo conseguiu para você. Segura a sua ansiedade. Além do retorno ser pífio, zero, lixo, você vai queimar o filme da sua loja virtual que nem começou a operar ao enviar mensagens para quem nunca ouviu falar de você. No final do dia, com esse tipo de estratégia, você vai conseguir apenas duas coisas: (1) terminar em alguma black list da internet, (2) se afogar em um corpo de cerveja se lamentando por ter criado uma estratégia de crescimento baseada em informações que chegaram até você através de um pen drive chingue-lingue;
  • “A estratégia é vender, eu quero tráfego, tráfego, tráfego!”. Ok, legal, eu também quero tráfego, tráfego, tráfego. Eu também quero ser famoso, gostoso e popular. Mas como diria Jack - o estripa -, vamos por partes. O barato da internet é a possibilidade de estabelecer relacionamentos e vínculos duradouros com os clientes e não apenas empurrar produtos e vender. Crescimento por crescimento é a estratégia da célula do câncer. Tráfego é consequência de Influência. Influência se constroi ao ser percebido pela galera como o cara que tem informação bacana para ajudá-los a viver melhor, comprar melhor, escolher melhor. Vá além dos emails espânicos com ofertas matadoras cheias de nove nove nove nos preços. Envie cupons, e-newsletters, crie vídeos que ensinam o cliente a escolher, a comprar, a viver;
  • “Manda um pastel de carne com queijo!!”. A sua loja virtual não deve funcionar como uma pastelaria onde a turma chega do nada pedindo pastel disso ou daquilo e você sai correndo para fazer. Segura a onda! Vai com calma! Eu também sou contra teorias mirabolantes e “burrocracia” corporativa, mas um mínimo de plano de marketing você tem que ter. Um plano que define datas para decidir qual vai ser a campanha principal da semana, do final de semana, do início da semana etc. Um plano que permite criar o “Assunto do email” com calma, que permite definir o produto que vai no banner “com calma”, um plano que permite criar relacionamentos com as pessoas “com calma”. A pastelaria entra em curso quando não se tem controle nenhum sobre a idade dos produtos no estoque - e então alguém do nada nota que estamos com um determinado produto há mais de 200 dias em estoque e temos que botar o bicho para fora da noite para o dia; ou quando não se tem relacionamento frequente com os fornecedores - e então alguém do nada descobre uma oportunidade “matadora” para promover a empresa;
  • “Relatório é coisa de nerd!”. O comércio eletrônico é um tesão para os neuróticos por controle. Através dos mais birutas e fantásticos sistemas e relatórios analíticos, você consegue sabe quem faz o quê quando como e porque em todos os pixels da sua loja virtual. É coisa de louco! Entretanto, os novatos costumam não dar valor ao poderoso feedback que as ferramentas como Google Analytics fornecem. Resultado, o cara continua cometendo os mesmos erros um dia após o outro até torrar toda a verba em atividades de marketing furadas que precisariam ser afinadas por gestores antenados no que está acontecendo. Por isso, se você não consegue entender bulufas sobre o que o Google Analytics te mostra, compra o livro “Google Analytics para Novatos” e devora o bicho, ou, contrata um jovem experiente capaz de traduzir o Google para você;
  • “O quê? Eu preciso ter gente para atender clientes? A loja não era para ser virtual?”. Que ingenuidade… cara, você realmente pensou que ao abrir uma loja virtual você poderia contar apenas com os robozinhos do Google e da Ikeda para dar conta do recado? Você precisa de gente com cérebro para tocar esse novo modelo de comércio para frente. Você precisa de pessoas de verdade, comprometidas e ágeis, no chat online, no telefone, no pós-venda, na devolução de produtos, do desembaraçado dos pedidos, na criação de conteúdo, na logística, no contato com os fornecedores e compras. Os compradores online estão ansiosos para receber serviços e não bits e bytes escovados. Invista pesado em Atendimento ao Cliente e observe o marketing boca-a-boca sobre a sua equipe e atitude se espalhar pela internet.


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